Avaliação Psicológica nas áreas da Saúde e Clínica

 Compreender a demanda é o primeiro passo para cuidar melhor

A Avaliação Psicológica é um processo iconic que busca compreender aspectos emocionais, comportamentais, cognitivos, relacionais e de personalidade, sempre a partir de uma demanda específica. No IPAP, esse processo é conduzido com responsabilidade ética, fundamentação científica e respeito à singularidade de cada pessoa.

A avaliação pode auxiliar na compreensão de sintomas, no levantamento de hipóteses diagnósticas psicológicas, no diagnóstico diferencial em diálogo com outros profissionais, no planejamento terapêutico, na orientação familiar e na definição de encaminhamentos mais adequados.

O processo pode incluir entrevistas clínicas, observação, anamnese, escalas, questionários, testes psicológicos aprovados para uso profissional e análise integrada das informações obtidas. A escolha dos instrumentos é feita pela(o) psicóloga(o), conforme a idade, a demanda, o contexto e a finalidade da avaliação, seguindo as normas do Conselho Federal de Psicologia e do SATEPSI.[1][2][3][7]

Avaliação Psicológica na área da Saúde

Na área da saúde, realizamos avaliações psicológicas voltadas à compreensão de queixas como ansiedade, depressão, estresse, sofrimento emocional persistente, dificuldades de adaptação a doenças, limitações funcionais, dor crônica, hospitalizações, tratamentos prolongados e procedimentos médicos ou cirúrgicos.

A avaliação pode contribuir para compreender como fatores emocionais, traços de personalidade, recursos de enfrentamento, hábitos de vida, rede de apoio e condições psicológicas influenciam a saúde, a adesão ao tratamento e a qualidade de vida.

Também realizamos avaliações solicitadas por profissionais da saúde, como psicólogos, psiquiatras e médicos, e por outros profissionais, quando houver finalidade legítima, consentimento da pessoa avaliada e pertinência técnica. Quando a demanda envolve finalidade jurídica, orientamos previamente se o caso pertence ao campo clínico/saúde ou se exige avaliação psicológica forense ou pericial específica.[2][6]

Avaliação Psicológica Clínica

Na área clínica, oferecemos psicodiagnóstico e avaliações psicológicas para crianças, adolescentes e adultos. Esse serviço pode ser indicado quando há dúvidas sobre sintomas emocionais, comportamento, desenvolvimento, personalidade, dificuldades de relacionamento, sofrimento psíquico, funcionamento psicológico ou necessidade de melhor planejamento psicoterapêutico.

A avaliação clínica ajuda a organizar informações importantes sobre a pessoa avaliada, favorecendo uma compreensão mais clara do caso e contribuindo para intervenções mais adequadas. Também pode auxiliar no acompanhamento da evolução terapêutica, na comunicação entre profissionais e na orientação de familiares, quando necessário e autorizado.[7]

Avaliação psicológica para babás e cuidadores

O IPAP também realiza avaliações específicas para pessoas que atuarão como babás, cuidadores ou profissionais de cuidado. Nesses casos, a avaliação busca compreender aspectos emocionais, relacionais e comportamentais relevantes para atividades que envolvem responsabilidade, atenção, vínculo, autocontrole e cuidado com crianças, idosos ou pessoas em situação de maior vulnerabilidade.                            Cada avaliação é planejada de acordo com a finalidade da solicitação, respeitando os limites técnicos, éticos e legais da Psicologia.[1][5]

Como funciona o processo?

O processo de avaliação psicológica é planejado conforme a demanda apresentada. Em geral, envolve:

  1. entrevista inicial para compreensão da queixa e definição dos objetivos da avaliação;
  2. planejamento técnico do processo avaliativo;
  3. realização das sessões de avaliação, com entrevistas, observações e instrumentos adequados;
  4. integração e análise dos dados coletados;
  5. entrevista devolutiva com explicação dos resultados;
  6. emissão de documento psicológico, quando indicado, conforme a finalidade da avaliação e as normas do CFP.[1][3]

O tempo de duração varia de acordo com a complexidade do caso, a idade da pessoa avaliada e os objetivos da avaliação.[3]

Ética, sigilo e responsabilidade profissional

Todas as avaliações são realizadas com sigilo profissional, consentimento informado e respeito à dignidade da pessoa avaliada. Os documentos psicológicos são elaborados apenas quando tecnicamente pertinentes e de acordo com as normas do Conselho Federal de Psicologia.

A Avaliação Psicológica não substitui acompanhamento médico, psiquiátrico ou psicoterapêutico quando estes forem necessários. Seu objetivo é oferecer informações técnicas qualificadas para favorecer compreensão, orientação, tomada de decisão e encaminhamentos responsáveis.[1][2][4]

Responsável técnica

Profa. Dra. Ana Cristina Resende – CRP 09/2113
Psicóloga, professora e pesquisadora com atuação em Avaliação Psicológica, Psicologia Clínica, Psicologia da Saúde, Personalidade, Psicopatologia, Métodos Projetivos e Perícia Forense.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5000386479237044

WhatsApp: +55 62 9 9650-1018
E-mail: contato@ipap.net.br

Referências técnicas:

1- CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 31/2022. Estabelece diretrizes para a realização de Avaliação Psicológica e regulamenta o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos — SATEPSI. A resolução define a Avaliação Psicológica como processo estruturado de investigação e orienta o uso de métodos, técnicas e instrumentos reconhecidos cientificamente.

https://site.cfp.org.br/nova-resolucao-do-cfp-destaca-diretrizes-para-a-avaliacao-psicologica/

2 – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Cartilha Avaliação Psicológica 2022. Material elaborado para orientar profissionais e Conselhos Regionais sobre aspectos éticos, teóricos e metodológicos da Avaliação Psicológica.

https://site.cfp.org.br/publicacao/cartilha-avaliacao-psicologica-2022/

3- CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 06/2019. Institui regras para elaboração de documentos escritos produzidos pela(o) psicóloga(o), incluindo documentos decorrentes de processos avaliativos.

https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Resolu%C3%A7%C3%A3o-CFP-n-06-2019-comentada.pdf

4- CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do Psicólogo — Resolução CFP nº 010/2005. Define princípios éticos da atuação profissional, incluindo responsabilidade técnica, sigilo e respeito à dignidade humana.

https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2012/07/codigo-de-etica-psicologia.pdf

5- AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. DSM-5-TR — Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision. Manual de referência para classificação e critérios diagnósticos de transtornos mentais, utilizado por profissionais qualificados em diferentes contextos clínicos.

https://www.psychiatry.org/patients-families/what-is-the-dsm

6- ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE / ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Clinical descriptions and diagnostic requirements for ICD-11 mental, behavioural and neurodevelopmental disorders. Manual clínico da CID-11 voltado ao apoio à identificação e diagnóstico de transtornos mentais, comportamentais e do neurodesenvolvimento.

7- MEYER, G. J. et al. Psychological testing and psychological assessment: a review of evidence and issues. American Psychologist, 2001. O artigo discute evidências sobre validade dos testes psicológicos e destaca a importância de avaliações multimétodos, em vez de decisões baseadas apenas em entrevista clínica.